VAIS DE CAMÕES….

“Os bons vi sempre passar

No mundo graves tormentos;

E para mais me espantar

Os maus vi sempre nadar

Em mar de contentamentos.”

Luís de Camões

“Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que n’alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.”

Luís de Camões

No mundo quis um tempo que se achasse
o bem que por acerto ou sorte vinha;
e, por experimentar que dita tinha,
quis que a Fortuna em mim se experimentasse.

Mas por que meu destino me mostrasse
que nem ter esperanças me convinha,
nunca nesta tão longa vida minha
cousa me deixou ver que desejasse.

Mudando andei costume, terra e estado,
por ver se se mudava a sorte dura;
a vida pus nas mãos de um leve lenho.

Mas (segundo o que o Céu me tem mostrado)
já sei que deste meu buscar ventura,
achado tenho já, que não a tenho.

Luís de Camões

Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que n’alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.

Luís de Camões

CAMÕES

Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente

Erros meus, má Fortuna, Amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que já as frequências suas me ensinaram
A desejos deixar de ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De Amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!

Luís Vaz de Camões, in “Sonetos”

“Não posso ficar nem mais um minuto com você”

“Não posso ficar nem mais um minuto com você”

Meio pão e um livro

Era um menino pobre. descalço. os pés comiam terra e aqueciam no alcatrão à frente dos carros perigosos. e vivia por ali catando esmola e pedaço de pão perdido. à deriva. acontece que, como toda a orientação se desnorteia, seja porque a bússola quebrou, seja por causa do perfume dela exalado de seu cabelo ora crespo, ora esticado, também a deriva encontra seu caminho por engano ou determinação. E quem olhava o menino em fim de tarde, perguntava, para onde vais? e ele respondia com um resto de miserável alegria na voz, vou para casa. e aqui a estória intrinca-se. é que ele dizia casa e as gentes estavam imaginando um barraco velho, extensão de suas roupas rasgadas, suas mãos mal lavadas e seus pés descalços. mas ele dizia casa e não via isso. via só os braços dela, quentes a enrolá-lo. o beijo na testa e outro na face…

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…………EM BUSCA DA MORTE

“iN versos”

POESIAS DE MIM

 “Onde estás Oh! Morte, que näo me encontras?

Te busco vezes sem conta e me entregas à sorte.

Mata-me a sede de encontrar-te

antes que me encontre este punhal em minhas mäos,

no impulso violento da razäo

e Deus, por FIM, de mim se afaste.

Onde estás Oh! Morte, que me feres e me assombras

como morta viva em meio as sombras?

Te deleitas em saber que näo sou forte.

Estou faminto de anseios de te ver.

Traga a paz que esta vida näo me deu!

Traga as rosas que os espinhos levo eu;

levo a dor e a amargura de viver.”

(Alcione Boaventura)

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Flor de Jasmim

Oh, linda flor de jasmim!

POESIAS DE MIM

jasmim

Oh, linda flor jasmim!

Amar-te-ei pela metade?

Como poderia?

Se tuas lianas atou-me num forte abraço,

Desejar-me em tuas sombras é o meu cansaço,

Me atrevo nos teus arbustos meus embaraços.

Eres completa!

Com o teu dom me acertas,

Me apertas,

Sinto saudades

De ter-te somente em mim,

Tal lealdade,

Perdeu-se quando te pôs noutro jardim.

Fostes sem mim,

E como posso amar-te em meias partes?

Se me queima , no âmago, um calafrio,

Excitando os ardores no sangue frio,

Cada vez que penso-te,

Vejo-te mais flor,

Amo-te mais,

Sem meios termos,

Sem meio-amor.

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As mais bem vestidas da semana

VALE TUDO….DE BOM!

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Alessandra+Ambrosio+'La Rancon De La Gloire' Premieres in Venice

Alessandra Ambrósio usando um vestido vermelho mais curto na frente e longo atrás da Alberta Ferretti na première do filme La Rancon De La Gloire no Festival de Veneza.

daniele-suzuki Grande Premio do Cinema Brasileiro vestido Givenchy

Daniele Suzuki escolheu um vestido prateado com brilhos e recortes e uma fenda generosa da Givenchy no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Debora Nascimento Grande premio do cinema brasileiro

Uma pena que só achei fotos ruins da Débora Nascimento no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, mas dá pra ter uma ideia que o vestido que ela estava usando era lindo, né? A atriz escolheu um modelo da grife Barbara Bela todo preto com brilhos e dois recortes laterais com tecido de ”tela”.

Emma+Stone+Opening+Ceremony+71st+Venice+Film+odcJyqKC5eUl

Emma Stone optou por um longo Valentino Couture em verde musgo na première de Birdman no Festival de Veneza. Essa é uma cor bem difícil pra um vestido de gala, mas não é que deu certo?

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Já na photocall do filme, também em Veneza, a atriz escolheu um cropped…

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