JOÃO UBALDO RIBEIRO

Morre aos 73 anos o escritor João Ubaldo Ribeiro

Ele tinha 73 anos e estava em casa no momento em que sofreu uma embolia pulmonar

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
18/07/2014 07:26:00Atualizado em 18/07/2014 09:27:44

O escritor João Ubaldo Ribeiro morreu na madrugada desta sexta-feira (18), vítima de um problema no pulmão. O baiano, que nasceu na Ilha de Itaparica, tinha 73 anos e estava em casa no momento em que teve uma embolia pulmonar. 

 

João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro morava no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro e era o 7º ocupante da cadeira número 34 da Academia Brasileira de Letras desde 1993, quando se tornou sucessor de Carlos Castello Branco.

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Entre as suas obras mais famosas estão “Viva o povo brasileiro”, “A arte de roubar as galinhas”, “Sargento Getúlio”, “O sorriso dos lagartos” e “A casa dos budas ditosos”. Em 2008, o escritor ganhou o prêmio Camões, considerado o mais importante da literatura brasileira.

Além de escritor, o baiano era jornalista, roteirista e professor. João era formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), mas nunca exerceu a profissão como advogado. Entre outras atividades, foi professor da Escola de Administração e da Faculdade de Filosofia da Ufba, além de ser professor da Escola de Administração da Universidade Católica de Salvador (Ucsal).

Como jornalista, João foi repórter, redator, chefe de reportagem e colunista do Jornal da Bahia, além de ser colunista, editorialista e editor-chefe da Tribuna da Bahia. Atualmente, ele atuava como colunista do jornal Frankfurter Rundschau, na Alemanha, e era colaborador de diversos jornais e revistas no país e no exterior, como Diet Zeit (Alemanha), The Times Literary Supplement (Inglaterra), O Jornal (Portugal), Jornal de Letras (Portugal), Folha de S. Paulo, O Globo, O Estado de S. Paulo e A Tarde.

João Ubaldo Ribeiro deixa quatro filhos. Emília, Manuela, Francisca e Bento, que é ator. Bento ficou conhecido após interpretar o personagem Juca na novela A Favorita, onde era par romântico da atriz Claudia Raia, além de ter feito os dois filmes de Tropa de Elite. 

João Ubaldo deixa quatro filhos. Entre eles, o ator 
Bento Ribeiro (Foto: Divulgação)

Relançamento de sua principal obra
Em janeiro de 2011, o baiano comemorou seus 70 anos com o relançamento do livro Viva o Povo Brasileiro, um dos seus clássicos mais lidos. Em entrevista à revista Época, ele admitiu não sentir nenhum medo da morte, mas da proximidade dela. “Não tenho medo. Afinal de contas, quem não morre fica velho. Depois de certa idade, esse negócio de mortalidade fica complicado. Antes dos 40, a morte é uma coisa que só acontece com os outros. Depois você começa a ver mortes de contemporâneos. Quando chega aos 70, você nem brinca muito com esse assunto porque dá depressão”, disse.

“Medo da morte como fato, não me assusta. Mas duas coisas devem ser terríveis… Primeiro é o sujeito sentir a proximidade da morte, seja por falta de ar ou por um mal-estar qualquer. Outra é receber a notícia de que está condenado. Falar em morte com coroa é como falar de corda em casa de enforcado”, completou.

Prêmios

– Prêmio Golfinho de Ouro, do Estado do Rio de Janeiro, em 1971, por Sargento Getúlio;

– Prêmios Jabuti em 1972 e 1984, respectivamente para Melhor Autor e Melhor Romance do Ano, pelo livros Sargento Getúlio e Viva o povo brasileiro;

– Prêmio Altamente Recomendável – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil,1983, para Vida e Paixão de Pandonar, o Cruel ;

– Prêmio Anna Seghers, em 1996 (Mogúncia, Alemanha);

– Prêmio Die Blaue Brillenschlange (Zurique, Suíça);

– Detém a cátedra de Poetik Dozentur na Universidade de Tubigem, Alemanha (1996).

– Prêmio Lifetime Achievement Award, em 2006;

– Prêmio Camões, em 2008

Alcoolismo
João Ubaldo tinha sérios problemas com o álcool. O escritor, que começou a beber aos 53 anos, chegou a frequentar o grupo Alcoólicos Anônimos e conseguiu superar o vício com ajuda da religião. “Foi uma luta de oito anos, complicadíssima. Tudo começou com uma depressão, em 1994, quando voltei da Copa do Mundo dos Estados Unidos. Uma depressão sem motivo, mas eu caí de cama, só não quis me suicidar. Tomei todos os remédios possíveis. Eu, que já bebia bastante, tentei curar a depressão com álcool, que é a pior burrice que alguém pode fazer”, contou em entrevista à revista Veja.

“A depressão vai embora durante três horas, quatro horas, depois volta pior. Você entra numa espiral descendente da qual é difícil sair. Fiquei oito anos nesse inferno, inchado, tremendo. O auge foi quando tive uma pancreatite que quase me levou à morte. Passei quinze dias na unidade semi-intensiva do hospital. Tive a sorte de ser um dos poucos casos de pancreatite que não deram dor nenhuma. Dizem que as dores associadas a essa doença estão entre as piores que se podem suportar, completou.

Foto: Divulgação

“Superei o problema pela via da religião. Eu não me submeto ao ministério de nenhuma crença, embora acredite em Deus, reze todas as noites e me considere cristão. Há algum tempo, por uma série incrível de coincidências que não vou relatar aqui, tornei-me devoto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Eu dizia que quase morri de pancreatite. Depois que saí do hospital, voltei a meus velhos hábitos de beber. Acordava cedíssimo, por volta das 5 da manhã, ia comprar jornal e passava pelos bares que fecham tarde para comprar uísque. Às 10 da manhã já estava bêbado, e assim passava o dia inteiro. Logo tive o anúncio de que a pancreatite estava voltando: engulhos em seco. Eu acordava e ia direto para o vaso sanitário, para uma sessão de náuseas. Isso piorava a cada dia, e uma segunda pancreatite para mim seria a morte. Até que uma noite, na hora de dormir, eu rezei a Nossa Senhora: “Se amanhã eu amanhecer sem náuseas, eu paro de beber”. Acordei e, pela primeira vez em muito tempo, não tive engulhos. Desde então, e isso foi há três anos, não bebi mais nada. Todos os fins de semana vou com meus amigos ao boteco e só tomo guaraná diet. O mais incrível é que não sinto a mínima vontade de beber. Eu poderia dizer que tenho uma imensa força de vontade, mas não seria verdade. Eu não faço esforço nenhum”, relatou.

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…RETALHOS…

joao ubaldo ribeiro

 

“E, quanto a ela, agora não tinha mais desculpa para não fazer o que achava que devia fazer, que, aliás, fizesse isso mesmo: o que achava que devia fazer. Era um presente em que ele tinha pensado muito antes de dar a ela e era um presente de grande amor. Não o dinheiro, que ele não tinha ninguém no mundo a não ser ela e, portanto, era sua obrigação cuidar dela direito, pois que ela tampouco tinha alguém por si no mundo. Mas, sim, a liberdade de ser e escolher, coisa para que, pelo menos da parte dele, ela acharia ajuda, embora fosse encontrar dificuldade de todas as outras partes, dificuldade mortal mesmo, dificuldade dura e sem misericórdia. Mas este conselho lhe dava: que não fosse boba, que não confiasse, não confidenciasse e não desistisse com facilidade; que não fosse mentirosa. mas também não imprudente: que não quisesse lutar sempre do mesmo jeito, mas que visse que para cada luta há um jeito próprio, dependendo sempre das circunstâncias; e que gostasse dele, porque ele gostava tanto dela que o coração lhe doía e, se não tinha sido melhor avô, fora porque não soubera, mas tudo o que sabia e procurara aprender tinha feito para ela. Ela gostava dele?”

João Ubaldo Ribeiro

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    Verdade Universal

    PORQUE EU DIRIA BEM ASSIM….

    Fonte de Inspiração

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    Nós não podemos alterar
    uma Verdade Universal.
    Nós apenas podemos aprofundar
    a nossa compreensão dessa verdade.

    Em última análise, a vida
    é sobre aaprendizagem
    como amar incondicionalmente.
    Apenas isso. Tudo o resto
    conduz-nos
    a esta Verdade.

    ********

    in English: Source of Inspiration
    http://patcegan.wordpress.com/2014/01/11/universal-truths/

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    Supermodels são as estrelas da edição de setembro da Vogue Japão

    Supermodels são as estrelas da edição de setembro da Vogue Japão

    BACANA!

    MONDO MODA

    Vogue Japão - Edição de Setembro - 2014
    Claudia Schiffer, Naomi Campbell, Nadja Auermann, Stephanie Seymour e Linda Evangelista estão na capa da edição de setembro da Vogue Japão.
    A escolha das Supermodels dos anos 80 celebra o 15º aniversário da publicação. Mas elas não são as únicas estrelas. Nas contracapas, modelos dos anos 90, como Carolyn Murphy, Eva Herzigova, Guinevere Van Seenus e Maggie Rizer dividem espaço com as moças dos 2000, como Saskia de Brauw, Tao Okamoto, Malgosia Bela, Mariacarla Boscono e Natasha Poly.
    Faltou uma brasileira, né?
    Vogue Japão - Edição de Setembro - 2014.1

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    …Isso é Páscoa….

    VICENTELEITE(1900-1941)Cosme Velho,osm,38 x 46cm
     
    ARVOREANDO
     
    Uma das coisas que eu acho fascinante em Jesus, é a capacidade que ele tinha de encontrar no meio da multidão, pessoas.
    Ele era capaz de reconhecer em cima de uma árvore um homem, e descobrir nele um amigo.
    Bonito uma amizade que nasce a partir da precariedade, quando você chega desprevenido, o outro viu o que você tem de pior, e mesmo assim, ele se apaixonou por você. Amor concreto, cotidiano, diário.
    Jesus se apaixonava assim pelas pessoas e as tornava suas amigas. As trazia para perto Dele.
    É fascinante olhar para a capacidade que esse homem, que esse Deus tem, de investigar a miséria do outro e encontrar a pedra preciosa que está escondida. Isso é Páscoa, isso é ressurreição. É quando no sepulcro do nosso coração, alguém descobre um fio de vida, e ao puxar esse fio, vai fazendo com que a gente se torne melhor.
    Não há nada mais bonito do que você ser achado quando você está perdido.
    Não há nada mais bonito do que você ser encontrado, no momento que você não sabe para onde ir e não sabe nem onde está…
    O amor humano tem a capacidade de ser o amor de Deus na nossa vida por causa disso: porque ele nos elege!
    Por isso que é bom termos amigos, porque na verdade, as pessoas amigas antecipam no tempo, aquilo que acreditamos ser eterno…
    Quando elas são capazes de olhar para nós e descobrir o que temos de bonito. Mesmo que isso, as vezes costume ficar escondido por trás daquilo que é precário.
    Por isso agradeço muito a Deus pelos amigos que tenho. Pelas pessoas que descobriram no que eu tenho de pior, uma coisinha que eu tenho de bom, e mesmo assim continuam ao meu lado, me ajudando a ser gente, me ajudando a ser mais de Deus, ajudando a buscar dentro de mim, a essência boa que acreditamos que Deus colocou em cada um de nós.

    Ter amigos, é como arvorear: lançar galhos, lançar raízes… Para que o outro quando olhar a árvore, saiba que nós estamos ali…Que nós permanecemos para fazer sombra, para trazer ao outro, um pouco de aconchego que ás vezes ele precisa na vida…

    ARVOREIE! CRIE ÁRVORES! SEJA AMIGO!

    Flores, são todas as cores
    De tantos amores,
    Que eu nunca esqueci
    Límpida, passa no peito essa seiva
    Verdade de mim é você
    Livre, de toda a maldade essa tal de amizade
    Pra mim é raiz
    Que deixa marcas no solo,
    É a beleza de um colo no ombro do sim

    Necessidade da terra, presença.
    Essencial para a vida,
    A sua maneira de ser para mim
    Já poda o que há de ruim
    A minha vontade é de ser para você
    Feito sombra, descanso sem fim.
    E se algum dia esquecer de mim
    Só se lembre que eu tenho raiz
    Só se lembre que estou por aqui (2X)

    Fábio de Melo

     

     

     

     

    QUEM LEMBRA? BREAD

    MULHER PENSANDO

    Everything I Own

    Bread

    You sheltered me from harm.
    Kept me warm, kept me warm
    You gave my life to me
    Set me free, Set me free
    The finest years I ever knew
    were all the years I had with you

    I would give anything I own,
    Give up me life, my heart, my home.
    I would give everything I own,
    just to have you back again.

    You taught me how to love,
    What its of, what its of.
    You never said too much,
    but still you showed the way,
    and I knew from watching you.
    Nobody else could ever know
    the part of me that can’t let go.

    I would give anything I own,
    Give up me life, my heart, my home.
    I would give everything I own
    Just to have you back again.

    Is there someone you know,
    you’re loving them so,
    but taking them all for granted.
    You may lose them one day,
    someone takes them away,
    and they don’t hear the words you long to say

    I would give anything I own,
    Give up me life, my heart, my home.
    I would give everything I own
    Just to have you back again,
    Just to touch you once again.

    Tudo Que Eu Possuo

    Você me protegeu das coisas ruins,
    Me manteve aquecido, me manteve aquecido.
    Você entregou minha vida para mim,
    Me libertou, me libertou.
    Os melhores anos que eu conheci,
    Foram todos os anos que tive com você.

    Eu daria qualquer coisa que eu possuo,
    Desistiria da minha vida, do meu coração, da minha casa.
    Eu daria tudo que eu possuo,
    Apenas para ter você de volta outra vez.

    Você me ensinou como amar,
    Do que é, do que é.
    Você nunca disse muito,
    Porém apesar disso, mostrou o caminho
    E eu aprendi ao observar você.
    Ninguém mais poderia conhecer
    A parte de mim que não consegue desistir.

    Eu daria qualquer coisa que eu possuo,
    Desistiria da minha vida, do meu coração, da minha casa.
    Eu daria tudo que eu possuo,
    Apenas para ter você de volta outra vez.

    Existe alguém que você conhece,
    Você está gostando muito deles
    Mas considerando-os todos como certeza?
    Você pode perdê-los algum dia,
    Alguém os leva embora
    E eles não ouvem as palavras que você deseja dizer.

    Eu daria qualquer coisa que eu possuo,
    Desistiria da minha vida, do meu coração, da minha casa.
    Eu daria tudo que eu possuo
    Apenas para ter você de volta outra vez,
    Apenas para tocar você mais uma vez.

    http://letras.mus.br/bread/5777/#radio