SERRA DA MANTIQUEIRA

SERRA DA MANTIQUEIRA

Na Serra Da Mantiqueira

Gastão Formenti

Na Serra da Mantiqueira
Sob a fronde da mangueira
Que ela em moça viu plantar,
Sentadinha no seu banco,
Lá na encosta do barranco,
Mãe Maria vai sonhar.

Dos amores do passado
Só lhe resta um filho amado
Que lhe dá felicidade.
Ele é todo o seu encanto,
Sua vida, o fruto santo
Da longínqua mocidade.

E nas nuvens que, correndo,
Vão no céu aparecendo
Pra no ocaso descansar,
Ela vê os belos dias
De venturas e alegria
Que não mais hão de voltar.

Eis, porém, que veio a guerra
Abalando toda a serra
Com o rugido do canhão.
E a velhinha amargurada
Viu seu filho lá na estrada
Se sumir num batalhão.

Segurando o rosário,
No seu banco solitário,
Mãe Maria reza agora,
Pede a Deus ardentemente
Que lhe mande o filho ausente
Que já tanto se demora.

E, numa tarde, ao sol poente,
Ela escuta de repente
A voz meiga do rapaz,
Que lhe diz, tal como em vida:
“Muito em breve, mãe querida,
Lá no Céu me encontrarás!”

http://letras.mus.br/gastao-formenti/1665934/

PIAF……PORQUE É MARAVILHOSA!

Non! Rien de rien,

Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu’on m’a fait,
Ni le mal, tout ça m’est bien égal!

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
C’est payé, balayé, oublié,
Je m’en fous du passé.

Avec me souvenirs,
J’ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n’ai plus besoin d’eux.

Balayés les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours,
Je repars à zéro.

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu’on m’a fait,
Ni le mal, tout ça m’est bien égal!

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Aujourd’hui, ça commence avec toi!

 

EM PORTUGUÊS:

Eu não! Absolutamente nada,

Eu não! Me arrependo de nada.

Nem o bem que eu fiz,
Nem o mal, tudo o que eu me importo!

Eu não! Absolutamente nada,
Eu não! Me arrependo de nada.
É pago, varrido, esquecido,
Eu me preocupo com o passado.

Eu com memórias,
Acendi o fogo,
Minhas tristezas, meus prazeres,
Eu não precisar mais deles.

Varrido o amor,
Com seus tremores
Varrido para sempre,
Deixo com nada.

Eu não! Absolutamente nada,
Eu não! Me arrependo de nada.
Nem o bem que eu fiz,
Nem o mal, tudo o que eu me importo!

Eu não! Absolutamente nada,
Eu não! Me arrependo de nada.
Porque a minha vida, porque minhas alegrias,
Hoje, ele começa com você!
Link: http://www.vagalume.com.br/edith-piaf/non-je-ne-regrette-rien.html # ixzz394pzzPfX

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http://youtu.be/G8xtj9gFE90

AZUL DA COR DO MAR

 

azul da cor do mar

Azul da Cor do Mar

Tim Maia

Ah!
Se o mundo inteiro
Me pudesse ouvir
Tenho muito pra contar
Dizer que aprendi

E na vida a gente
Tem que entender
Que um nasce pra sofrer
Enquanto o outro ri

Mas quem sofre
Sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver

Ver na vida algum motivo
Pra sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar

Mas quem sofre
Sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver

Ver na vida algum motivo
Pra sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar

POIS QUE TU ÉS JÁ TODA A MINHA VIDA….

 
livro aberto
 
Minha alma de sonhar-te, anda perdida

Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

Tudo no mundo é frágil, tudo passa…
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

(Livro de Soror Saudade, 1923)

Florbela Espanca

  • DE FLORBELA ESPANCA

     

    florbela

    Florbela Espanca

    Florbela Espanca, batizada com o nome Flor Bela Lobo, foi uma poetisa portuguesa. Florbela escrevia poesias, contas e colaborava com revistas e jornais, além de ter sido a grande precursora do movimento feminista em Portugal. [Biografia de Florbela Espanca]
     

    “A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente.”

    Florbela Espanca

     

    “É pensando nos homens que eu perdoo aos tigres as garras que dilaceram.”

    Florbela Espanca

     

    “A ironia é a expressão mais perfeita do pensamento.”

    Florbela Espanca

     
    • “Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder…para me encontrar….”
    Florbela Espanca