Qual é a nossa real vocação?

claudinhaisadora

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Muitos propagam por aí: Ache algo que goste de fazer e não precisará trabalhar nunca!

Outros dizem que a verdadeira vocação do homem é não ter vocação nenhuma!

Aff! Qual delas é a verdade?

Vou falar da minha experiência. A vocação foi um assunto que me acompanhou até pouco tempo. Eu fiz o meu primeiro teste vocacional aos 15 anos de idade. O resultado: Artes. Senti um tremor quando vi a resposta. Eu refazia de novo e dava de novo: Arte, arte, arte. Eu pensava comigo mesma: “Meu Deus, não! Eu vou morrer de fome! Não posso trabalhar com isso!”. Me formei no segundo grau e comecei a fazer engenharia de alimentos. Não me adaptei, é claro! Migrei para o curso de Serviço Social. Adorava estudar sobre as relações humanas. Porém, eu precisava trabalhar e eu não estava conseguindo arranjar estágio na área. Um dia, meu pai me mostrou um jornal que…

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Os 10 maiores poemas brasileiros de todos os tempos , pela Revista Bula

Lindos!

It's a very deep sea


Os 10 maiores poemas brasileiros de todos os tempos

 

Pedimos a 50 convidados — escritores, críticos, professores, jornalistas — que escolhessem os poemas mais significativos de autores brasileiros em todos os tempos. Cada participante poderia indicar entre um e dez poemas. Nenhumautor poderia ser citado mais de uma vez. 40 poemas foram indicados, mas, destes, apenas 24 tiveram mais de três citações. Sãoeles: “A Máquina do Mundo”, “Procura da Poesia”, “Áporo” e “Flor e a Náusea”, de CarlosDrummond de Andrade; “O Cão Sem Plumas”, “Tecendo a Manhã” e “Uma Faca Só Lâmina”, de João Cabral de Melo Neto; “Invenção de Orfeu”, de Jorge de Lima; “O Inferno deWall Street”, deSousândrade; “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga; “Cobra Norato”, de RaulBopp; “O Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles; “Vozes d’África”, de Castro Alves; “Vou-me Embora pra Pasárgada” e “O Cacto”, de Manuel Bandeira; “Poema Sujo” e “Uma Fotografia Aérea”…

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Beira da Estrada

Sentir-se assim…

Cotidiano e Outras Drogas

O calor era inclemente e eles estavam ali, naquele posto de gasolina, finalizando uma operação. Na beira da estrada, com movimento frenético, o barro maltrata o couro e o verniz dos sapatos, os transformando em coisas sem brilho, como se fosse um chinelo ou bota qualquer. A poeira é democrática.

Enquanto finalizavam pendências, podiam observar pequenas coisas acontecendo no posto. Uma mulher, madura, estava com uma mala cheia de roupas, aguardando um caminhoneiro. Que não tinha rosto, não tinha nome, não tinha perfume nem um sorriso pelo qual ela pudesse sonhar. Ele não tinha nada exceto o destino final para onde ela queria ir.

Conversava com o frentista, explicando o quanto tinham sido espinhosos aqueles últimos meses, nos quais não tinha ganho nada, só perdido. Estava cansada da derrota. Queria ir embora, sem olhar pra trás. E iria. O frentista ainda argumentou, como se tentasse mostrar o copo meio cheio, mas, para…

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TEMPO…TEMPO…TEMPO.

BOM DIA

No conto que ora des -conto

fui intrépido bandido.

Bobo herói destemido.

Um mero espectador.

Passado o tempo que foi tempo,

chorou a chuva;

uivou o vento.

E do amor que era bem amor,

e nesse canto lhes conto,

sobrou pouco,

pensamento,

que se perde à passagem do vento.

 

Rborboleta

 

 

 

 

 

 

Quanto de barbárie existe ainda dentro de nós?

BARBÁRIE EM NÓS…

Leonardo Boff

Perversidades sempre existiram na humanidade, mas hoje com a proliferação dos meios de comunicação, algumas ganham relevância e suscitam especial indignação. O caso mais clamoroso, nos inícios de maio de 2014, foi o linchamento da inocente Fabiane Maria de Jesus em Guarujá no litoral paulista. Confundida com uma sequestradora de crianças para efeito de magia negra, foi literalmente estraçalhada e linchada por uma turba de indignados.

Tal fato constitui um desafio para a compreensão, pois vivemos em sociedades ditas civilizadas e dentro delas ocorrem práticas que nos remetem aos tempos de barbárie, quando ainda não havia contrato social nem regras coletivas para garantir uma convivência minimamente humana.

Há uma tradição teórica que tentou dilucidar tal fato. Em 1895 Gustave Le Bon escreveu, quiçá por primeiro, um livro sobre a “Psicologia das massas”. Sua tese é que uma multidão, dominada pelo inconsciente, pode formar uma “alma coletiva” e passa…

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