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Simone de beauvoir

“Ninguém nasce mulher; torna-se mulher”

  • simone de bou

21/10/2010 por Beauvoiriana

A frase de abertura do volume dois de O Segundo Sexo é também a mais famosa de toda a extensa obra de Simone de Beauvoir. Uma frase que, há mais de 60 anos, inspira gerações de mulheres a mergulhar no verdadeiro significado da condição feminina. No livro, Simone de Beauvoir evidenciou, pela primeira vez, que ser mulher não é algo naturalmente dado, mas uma construção social, histórica e cultural. Hoje, a obra é alvo de críticas. Muitos intérpretes atribuem a Simone uma postura radical em relação aos homens; outros a acusam de misantropia. Em meio às críticas, a ousadia intelectual de Simone ao atribuir à condição feminina raízes culturais, históricas e sociais pode passar despercebida. Não deveria. Como Simone de Beauvoir explica, foi exatamente assim – sem perceber, sem refletir, sem observar, sem participar – que as mulheres se tornaram “o segundo sexo”. Aquele que só se define em relação ao primeiro sexo, o masculino. Assim, a história e a cultura construíram das mulheres uma imagem invertida, tal qual um reflexo no espelho. Ao longo dos milênios e séculos, as mulheres só existiram em referência aos homens, como homens ao contrário, a versão fracassada, sem força, impotente e desprovida de poder do masculino. Poder, potência, força, sucesso. Palavras que Simone investiga e que descobre serem concebidas como privilégios do sexo masculino até mesmo por muitas mulheres. Foi essa descoberta que levou os críticos a apontarem radicalismo e misantropia na obra. Quem faz essas acusações se esquece de que a ferocidade de suas palavras é consequência direta do contexto em que a obra foi escrita: a Europa do pós-Segunda Guerra. Simone não é contra os homens, mas contra o fato de exercerem a dominação em palavras, gestos, atitudes e políticas. E isso acontece ainda hoje. Simone não é contra as mulheres, mas contra o fato de se submeterem voluntariamente à dominação. E isso também acontece ainda hoje, principalmente diante da justificativa de que biologicamente homens e mulheres são diferentes. Publicado em 1949 na França, e depois traduzido para mais de 30 idiomas, o livro de Simone de Beauvoir mostrou que a imagem da mulher frágil, infantilizada, incapaz física ou intelectualmente, perniciosa, perigosa, suja, pode ser transformada. Simone desvenda a trama histórica da submissão feminina para, no fim da obra, falar sobre a construção da mulher independente. É uma reflexão difícil, que só 20 anos depois da publicação do livro foi assimilada pelo movimento feminista, nos anos 1970. Historicamente, a condição feminina tem sido reduzida à diferença biológica entre os sexos. E a própria Simone só foi incitada a confrontar essa redução alguns anos antes de escrever O Segundo Sexo. Uma curiosidade que gosto sobre o livro é que para fazer a longa pesquisa para escrevê-lo, Simone agiu como uma investigadora anônima. Acordava cedo quase todas as manhãs para integrar a fila de estudantes que disputavam uma cadeira nas salas da Bibliothèque Nationale de France e buscavam acesso a sua valiosa coleção de livros. Simone de Beauvoir já era, então, famosa. Seus romances A Convidada, publicado em 1943, e O sangue dos outros, de 1944, fizeram sucesso. Suas ideias sobre liberdade, seu engajamento intelectual, as excentricidades de sua vida sexual e o relacionamento com Jean-Paul Sartre a colocavam em evidência. Ela poderia ter usado suas prerrogativas para obter as informações com mais tranquilidade. Mas isso seria agir contra suas próprias ideias sobre igualdade. Precursor de estudos aprofundados sobre gênero, o livro perpassa vários campos do conhecimento humano: biologia, psicanálise, materialismo histórico, literatura, sociologia, filosofia, sexologia. Com sua pesquisa, ela desejava saber o que essas formas de reflexão diziam sobre a mulher. Como o pensamento era então quase totalmente dominado pelos homens, o que ela encontra não é nada lisonjeiro. Descobriu que em muitas teorias, ditas científicas ou filosóficas, a mulher aparece associada a satã, ao erro, ao perigo, ao mal, ao pecado, à fraqueza. Talvez por isso, Simone ouse nomear, em seu livro, com total franqueza, os laços sociais entre homens e mulheres na vida pública e também na vida particular. Não que ela ignore o amor e a paixão, mas o que ela encontra em sua investigação são outras palavras menos românticas: submissão, opressão, exploração, dependência, servidão (inclusive voluntária). Com essas palavras fortes e com outras que, na Europa do pós-guerra, ainda eram tabus, como lesbianismo, menstruação, clitóris, masturbação – todas usadas sem eufemismos ou concessões –, Simone de Beauvoir chocou a França e o mundo. Ao menos no início, O Segundo Sexo foi negativo para Simone. Ela foi acusada de ser contra os homens – nada mais falso para uma mulher que amou tantos e tão intensamente; de pregar a dissolução da família – que, é verdade, ela enxergava com restrições por ser a base na qual se reproduzem a submissão e a opressão da mulher. Recebeu insultos à sua sexualidade, à sua moral, à sua honra. Curiosamente, não à sua inteligência ou à solidez de suas ideias. O Segundo Sexo fez de Simone também persona non grata entre alguns políticos franceses. Esquerda e direita reagiram, e muito mal, à sua obra. Hoje, passados mais 60 anos da publicação da primeira edição, nada disso importa. O livro é uma viagem profunda pela história da mulher, pelos fatos, mitos e experiências em torno do feminino. Para o bem e para o mal, ainda hoje, as ideias de Simone de Beauvoir assustam e chocam algumas mulheres e muitos homens. Ela escreveu O Segundo Sexo há 60 anos, mas ainda hoje o processo de tornar-se mulher pode ser vivido como um diálogo com as ideias que ela expôs ali.

http://avecbeauvoir.wordpress.com/2010/10/21/segundosexo/

ETERNO – CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE-

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Eterno – Carlos Drummnd de Andrade

 

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata!

Fácil é ditar regras.
Difícil é segui-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas ao invés de ter a noção da vida dos outros.

Fácil é perguntar o que se deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na agenda telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer “oi” ou “como vai?”.
Difícil é dizer “adeus”, principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas.

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém. Dizer o que se deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando preciso e com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer, ou ter coragem para fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar é se entregar e aprender a dar valor a quem te ama.

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Carlos Drumond de Andrade

Música – Someone Like You – Adele

Kássia Gambini Kássia Gambini

…….AS ROSAS NÃO FALAM?…..

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Enviado em 26/05/2009

CARTOLA, Angenor (por erro do escrivão) de Oliveira, nasceu em 11 de outubro de 1908, no Bairro do Catete e passou sua infância no Bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro-RJ.
Por dificuldades financeiras do pai, sua família se mudou para o Morro da Mangueira, quando este começava a receber as primeiras moradias. Como, ainda pequeno, aprendeu a tocar violão e cavaquinho com o pai, fez amizade com Carlos Cachaça e outros grandes músicos.
Concluiu o curso primário nos estudos, que abandonou após a morte da mãe e passou a trabalhar como servente de obra. Como usava um chapéu-coco para se proteger do material que caía, seus colegas de trabalho o apelidaram de “Cartola” que carregou até o final de sua vida.
Com um grupo de sambistas amigos, Cartola criou o “Bloco dos Arengueiros”, cujo núcleo, em 1928, fundou a Estação Primeira de Mangueira. O nome e as cores verde-rosa foram escolhidos por Cartola, que compôs o primeiro samba para a escola chamado “Chega de Demanda”.
Numa tarde de 1975, o compositor Nuno Veloso convidou Cartola e Zica, sua esposa, para um passeio da Barra da Tijuca, para visitar Baden Powell. Como não encontraram a casa do violonista, Nuno comprou umas mudas de roseira e presenteou Zica, conforme promessa anterior. Tempos depois, surpresa e satisfeita, Zica perguntou a Cartola: “Como é possível tantas rosas assim?…” e ouviu dele a seguinte resposta: “Não sei. As rosas não falam…”, que acabou aproveitando para a canção “As Rosas Não Falam”, composta quando o autor completava 67 anos, sendo lançada em 1976.
No final dos anos “70”, Cartola mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá onde morou até falecer, em 30 de novembro de 1980.
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Site oficial: http://www.cartola.org.br/
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http://letras.terra.com.br/cartola/44…
http://www.paixaoeromance.com/70decad…

http://www.youtube.com/watch?v=te2HfDsXcXs

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As rosas não falam (1976) – Cartola

Bate outra vez, com esperança o meu coração 

Pois já vai terminando o verão, enfim …

Volto ao jardim, na certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar, para mim …

Queixo-me as rosas, mas que bobagem

As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de tí, ai …
Devias vir, para ver os meus olhos tristonhos

E quem sabe sonhavas meus sonhos, por fim.
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Fontes: Blogspot CIFRANTIGA e WIKIPEDIA
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Las Rosas no Hablan – Cartola

Late otra vez con esperanzas mi corazón
pues ya se va terminando el verano en fin.
Vuelvo al jardín con la certeza que debo llorar
pues bien sé que no quieres volver a mi.
Me quejo para las rosas, que tontería,
las rosas no hablan, simplemente las rosas
exhalan el perfume que roban de ti.
Debías venir para ver mis ojos tristes
y quién sabe soñaba mis sueños por fin.
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The Roses don’t Talk

My heart beats again with hope
Because the summer is coming to an end

Finally
I return to the garden
With the certainty that I should cry
Because I know well that you don’t want to come back to me

I wail to the roses
How silly, the roses don’t talk
The roses simply exude the perfume that they steal from you
You ought to come
To see my joyless eyes
And, who knows, you might dream my dreams
At last!

(Tradução de Muhammad Firdaus)
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LE ROSE NON PARLANO
Testo canzone di Cartola
(trad di Pietro N-Dellova)

Vibra di nuovo
Con speranza il mio cuore
Perché ci terminerà l’estate, Infine
Torno al giardino
Con la certezza che devo piangere
So bene che non vuoi ritornare
Per me
Mi lamento alle rose,
Ma ciò sciocchezze
Le rose non parlano
Semplicemente le rose emanano
Il profumo che rubano da te,
oh dovresti venire
Per vedere i miei occhi tristi
E chi lo sa, sogneresti i miei sogni Infine.
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Assistam o filme “Cartola – Música para os olhos”, de 2006, canal de JoaoTrindadejr: http://www.youtube.com/watch?v=KQH4SS…
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MULHERES QUE PERFUMAM

MULHERES QUE PERFUMAM

A aguardada série Mulheres que Perfumam teve seu primeiro episódio transmitido nessa quinta-feira, dia 10. A partir de agora você poderá se inspirar em mulheres que mudam a realidade de uma região e também fazer algo pelo mundo ao seu redor. No primeiro episódio, foram apresentados os projetos deLetícia Mattos, Janaína André e Letícia Cegano. 

Letícia Mattos é gaúcha e mora há sete anos em São Paulo. Desde 2011 realiza intervenções em postes e árvores com o projeto 13 Pompons. A iniciativa começou quando ela estava tricotando com as amigas em uma praça da capital paulista e elas decidiram enfeitar uma árvore com 13 pompons de tricô.Letícia acredita que sua iniciativa é uma reflexão sobre o espaço público. “É uma forma de preservação de tudo aquilo que está ao seu redor”, diz. 

Janaína, Mapa Gentil No Distrito Federal, Janaína André é educadora e idealizadora do Mapa Gentil. Projeto que promove intervenções artísticas em espaços públicos deteriorados. Essa é uma forma dos seus alunos do ensino médio expressarem sua forma de ver o mundo e que faz com que eles preservem o lugar onde moram. Para Janaína, a mudança do mundo está nas diferentes maneiras de olhá-lo. Mas é preciso de gente, pois “a evolução só funciona se for coletiva”.

Letícia Cecagno, pedalada cantanteLetícia Cegano mora em Porto Alegre, cidade que  ela deixa mais musical e sustentável através das Pedaladas Cantantes. O propósito?Espalhar amor e chamar atenção para a cultura da bicicleta de uma forma meiga e querida. A cada edição da pedalada, mais gente participa, o que significa para Letícia que ela está tocando o coração de mais pessoas. O projeto fez com que a gaúcha olhasse de maneira diferente não só para o mundo, mas também para ela mesma. “Percebi como a gente tem o poder de fazer a diferença”, conta.

 

 

O quarto episódio da série Mulheres que Perfumam, no canal Discovery Home & Health, mostrou histórias de lugares tão diferentes como Goiânia, Rio de Janeiro e Porto Alegre, mas todas pautadas pelo amor.

Espalhar o amor pela cidade é o objetivo central de Sofia Pinheiro, que pinta casais apaixonados em pregadores de roupa e os espalha pelas ruas de Goiânia. Os “casais” são levados a diferentes cenários e fotografados, e tudo vai parar em um blog:Pregadores do Amor. “A ideia central do projeto é pregar o amor, e a minha intenção foi colocar ele em espaços públicos. Eu quero que as pessoas suspirem e sorriam com os olhos”.

No projeto Assalto Poético, o que falou mais alto foi o amor de Julia Pastore pela poesia. “A ideia central do meu gesto é tornar a poesia, que está estanque nas bibliotecas e em pouquíssimas casas, audível e pública de verdade.” Por isso, ela sai pelas ruas do Rio de Janeiro para escolher e abordar seus alvos. Em vez de “mãos ao alto”, Julia Pastore os intercepta com um poema.

Assim, ela já declamou para mais de mil desconhecidos. “As pessoas nunca esperam receber afeto, carinho. Aí ouve o texto que está sendo dito pra ela e na maioria das vezes responde ‘caramba, você acertou, eu precisava ouvir exatamente isso hoje’”.

Em Porto Alegre, Luciane Barcelos e seu marido Marcelo resolveram ouvir o coração e agir em nome do amor ao próximo. “Sempre tivemos o sonho de fazer alguma coisa pela nossa comunidade”, conta ela. Sabendo da vontade de Luciane, Marcelo olhava todos os dias a caminho do escritório para uma quadra abandonada. “Sabia que dava pra fazer algo legal ali. E aí que entra essa figura que perfuma.”

Ali nasceu o WimBelemDon, que já atendeu mais de 2 mil crianças em situação de risco social por meio do tênis. O projeto tem parceria com cinco escolas da região de Belém, na zona Sul da capital gaúcha. A criança entra na instituição e, para frequentar as aulas de tênis, tem de participar das oficinas de matemática, português, inglês, psicologia e cinema. “Nosso objetivo é abrir a cabeça das crianças, para que elas batalhem pelos seus sonhos, não fiquem esperando”, diz.

Para conhecer mais histórias inspiradoras, assista Mulheres que Perfumam. Nas quintas-feiras, a partir das 23h50, você confere um novo episódio no canal Discovery Home & Health.

Acesse os Links:

http://vivalinda.boticario.com.br/Tags/Search?tagName=mulheres%20que%20perfumam

http://pregue-se.blogspot.com.br/

http://vivalinda.boticario.com.br/comportamento/noticias/mulheres-que-perfumam-o-amor-esta-noFeeling benevolent? 5 cool Brazilian projects to show some love -ar-no-qu

  • (theriverrevista.wordpress.com)