Sapato 36

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SAPATO 36

Eu calço é 37
Meu pai me dá 36

Dói, mas no dia seguinte
Aperto meu pé outra vez
Eu aperto meu pé outra vez

Pai eu já tô crescidinho
Pague prá ver, que eu aposto
Vou escolher meu sapato
E andar do jeito que eu gosto
E andar do jeito que eu gosto

Por que cargas d’águas
Você acha que tem o direito
De afogar tudo aquilo que eu
Sinto em meu peito
Você só vai ter o respeito que quer
Na realidade
No dia em que você souber respeitar
A minha vontade
Meu pai
Meu pai

Pai já tô indo-me embora
Quero partir sem brigar
Pois eu já escolhi meu sapato
Que não vai mais me apertar
Que não vai mais me apertar
Que não vai mais me apertar

Por que cargas d’águas
Você acha que tem o direito
De afogar tudo aquilo que eu
Sinto em meu peito
Você só vai ter o respeito que quer
Na realidade
No dia em que você souber respeitar
A minha vontade
Meu pai
Meu pai

Pai já tô indo-me embora
Eu quero partir sem brigar
Já escolhi meu sapato
Que não vai mais me apertar (Êêêê)
Que não vai mais me apertar (Aaaa)
Que não vai mais me apertar (Êêêê)

De Raul Seixas

http://www.kboing.com.br/raul-seixas/1-300441/

Borboleta

evoluir

Definição perfeita na materialidade,  das Singelezas de Deus
Resumo das metamorfoses na dinâmica das vidas.
Antes, lagarta;
Perspectiva da terra… o arrastar no chão;
O vislumbrar do céu na distância das alturas.
Introspecção do casulo;
Crisálida;
Vida nascendo das cinzas de outra vida;
Tempo de maturação.
Asas se fazendo
Nas multicores das tintas de seiva produzida no esforço da rebentação.
Porta que se abre;
Minúscula, demorada;
Supremo esforço;
Transformação.
Luz que adentra;
Asas que se abrem.
Casulo abandonado;
Cai. Aduba o chão.
Balé de movimentos;
Baile de asas;
Cores variadas.
Nova perspectiva;
O céu, em toda sua vastidão.
Visão invertida
N’uma mesma vida;
Transmutação!
(por Rosânia Bastos)

Vicejar

Vicejar

Clareia, vida;
Reacende o encanto;natureza-0088-fotografias-aereas-praias-montanhas-mar-arvores
E espanta o monstro que há dentro de mim.
Verdeja, esperança;
Aduba as doces lembranças;
Devolve os sonhos que havia em mim.
Azuleja, céu;
Acorda as estrelas;
Avisa à lua;
Diz que se ilumine;
Que eu quero sonhar.
Areia molhada;
Conchas e corais;
Espuma do mar.
Vai longe, pensamento;
Agarra as asas do vento;
Não te acanha de tentar…..
(por Rosânia Bastos)

(foto aérea FA natureza-0088)

Pérolas do Félix

 

Pérolas do Félix

CARAS Online selecionou as 30 melhores frases do vilão até agora.

Confira a lista:images (7)

– “Você é ruim, mas eu sou muito pior!”
– “Pelas rugas de Matusalém!”
– “Pelos cachos de Sansão!”
– “Devo ter sambado no Santo Sepulcro!”
– “O desejo é como uma onda: vem e vai”
– “Será que piquei salsinha na tábua dos Dez Mandamentos?”
– “Eu abri uma frestinha na porta do armário, dei uma escapadinha para fora, mas eu volto. Entro dentro do armário, tranco a porta com cadeado. Eu juro”
– “Striptease fora de hora é barraco”
– “Quando o queixo bate na merda, a gente aprende a nadar”
– “Pior é a mulher quando é pobre, gorda e feia. Aí é uma lastima”

– “Nasci para o luxo!”
– “Tem dias que eu acordo e pareço um chiclete mascado!”
– “Mamãe não tem um coração, tem um mousse de morango no lugar, de tão doce que é!”
– “Bofe bom é bofe burro!”
– “Gosta de arquitetura? Come o concreto da parede, então!”
– “A lei da gravidade é um crime contra a mulher!”
– “Sou um livro aberto, mas não pense que eu sou livro pornográfico!”
– “Sou tão inofensivo quanto uma mosquinha, apesar de me achar mais parecido com uma mariposa!”
– “A confiança é a base para um bom golpe”
– “Vou trocar minha aura por um esplendor de purpurina”
– “Odeio gente muito feliz!”
– “Dormir pouco me deixa com a cara do travesseiro”
– “Minha pele borbulha com comida gordurosa”
– “Qualquer mulher ficaria molhadinha só de olhar para o abdômen dele!”
– “Você não vai ficar nada sexy se tiver que dormir de fraldão”
– “Eu não tenho vocação para a pobreza”
– “Onde foi que ganhei essa fama de coração de ouro? Ou será que estou em Israel e fui confundido com o Muro das Lamentações?”
– “ Sabe que é muito difícil ter mais neurônios que o resto da humanidade?”
– “Já me conformei, nem todo mundo nasce genial como eu”
– “Tenho motivos suficientes pra acreditar que eu lavei cueca na manjedoura”

Por: CARAS Online

(Publicado em 23 de Ago. de 2013 às 11:20)

Divulgação/ Globo

Limão

 

Limão

Acabo de ouvir na TV,images (5)
Vindo de um “desenho animado”,
Algo totalmente inusitado:
“Se a vida te oferece um  limão…
Pega ele,  espreme;
E ESFREGA NA CARA DELA!

 

(É aquela velha história: a idéia é minha, a imagem, da Internet)

Santa Terezinha

Santa Terezinha

Preciso contar a vocês uma história que aconteceu comigo.images (4)
Foi assim:
No final de 2003 nasceu meu menino, que hoje tem quase 10 anos (como ele gosta de dizer).
Pois bem: a vida prá mim parecia um “tsunami” no Rio Parnaíba, já que morava bem próximo a ele;
Com um bruta depressão pós-parto, enfrentava os sabores e dissabores de uma produção conjuntamente independente;
A coisa tava tão ruim, que nem coragem prá pedir a Deus eu tinha;
Um dia, do nada,  lembrei-me de uma “promessa” bem sucedida que minha mãe houvera feito à Santa Terezinha.
Recorri a Ela,  com o restinho de forças que ainda tinha.
Contei-lhe todas as minhas chagas;
Pedi-lhe  para que me enviasse um sinal de que ouvira minhas preces;
Meu pai,  (que lá de cima não me deixa mentir),
Naqueles meus 39 anos de vida,
Jamais houvera me dado uma flor.
Pois não é que, sem ver para quê,
Ele adentrou o meu quarto com uma “flor do mato” nas mãos e me entregou.
Foi como se ouvisse a TV anunciando o fim do “tsunami”.Jamais esquecerei aquele momento mágico!
E o mais importante: ele (o tsunami),  passou.
A vida começou a tomar o seu verdadeiro sentido,
E eu,  corajosamente,  levantei,  sacodi  a poeira, e fui caminhar o meu caminho!

(agradeço a esse Espírito iluminado que, mandado por Deus, deu-me aquilo de que necessitava)
(A história é minha, a imagem, de um autor que postou na Internet)

Mentirinha….

Mentir

Não conheço qualquer coisa:

Seja animal, vegetal ou mineral, que tenha as pernas mais curtas!

O pior é,  que algumas pessoas acostumam-se  tanto  a mentir, que acabam  perdendo a capacidade de separar a mentira da omissão  e, fatalmente, desaprendem a lidar com a  verdade!

Há também as  tais chamadas “mentiras santas”;

Nunca ouvi falar da canonização dessa figura!

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O  “trecho” é meu; já a imagem, tirei da Internet.

“AMOR À VIDA”

O nome da novela pode até ser “Amor à Vida”; resta explicar, à vida de quem….
Com certeza, não é à própria vida.
Na minha controvertida opinião, trata-se de um show de “falta de amor próprio”.

(por Rosânia Bastos)homem_cagando_df97504dd56c5ea5203b2d5c57091583_8 (2)

Animação retirada da INternet

Espelho

DE MIM PRÁ VOCÊ

                                                                  (Crônica de uma vida)                                                                                images (3)

Alguém me roubou de mim,  pensou em sobressalto!
Onde foi parar o olhar de toda vida…. as  bochechas vermelhas de como lhes houvessem apertado… as covinhas dos lados, o castanho dos cabelos emaranhados. Definitivamente, onde estava o sorriso de toda a boca… e a pergunta  não abria mão de se fazer: quem é você? Foram tantas as  respostas…
Todas entrecortadas, confusas, misturadas.
O reflexo parecia incomodado.
A luz se fez menor.
Amiga das brincadeiras de esconde-esconde, não iria, a essa altura, mostrar as evidências.
E os retalhos da vida irrompem  em sua mente como a luz de um farol que apaga e acende.
O “Leão da Warner”, majestoso,  apareceu lá no fundo com o conhecido e ainda  emocionante rugido.
Ouve-se o barulho dos corpos se retesando nas velhas poltronas de braços com buraquinho do lado pra enfiar os chicletes mastigados.
No telão,  um rapaz magrinho, olhos azuis estonteantes, casaco de couro preto e um grande topete gomalinado,  dançando como quem vivia todos os Embalos de Sábado à Noite.
Passos absolutamente  performáticos!
Sua “partner”, uma mignonzinha de crespos cabelos dourados e lindas pernas torneadas – sonho dela e de qualquer daquelas meninas de olhos arregalados, marejados,  que lotava o local.
Tempos de ditadura;
Governo militar.
E o Zé Ramalho entoa:
“Eh, ô, ô,  vida de gado. Povo marcado, eh. Povo feliz!”
POVO FELIZ!
Universidade Pública;
Vejam, só!
Sentindo o coração e o canudo nas mãos, levanta-o, como a um troféu.
Sente um misto de tristeza e alegria.
Borram a maquiagem lágrimas travestidas.
São caminhos que se traçam e desentrelaçam.
Adeus aos protestos;
Não mais à comida fermentada do Campus.
As vidas ali vividas,  inexoravelmente,  buscam os seus atalhos.
Daí, o casamento;
Suposta união.
Um bebê chora;
Mãos sonolentas preparam a mamadeira.
Num   trinta  e um de dezembro, vejo a despedida do ano que vai e de uma vida a dois que se foi;
Incompatibilidade  dos gênios.
Baixam-se as guardas das mais profundas emoções;
Então o tempo se faz de guerra;
Não há paz no coração que anda ávido do rebuliço das paixões de céu e  inferno.
Opera-se, então, o milagre da criação.
Os pés,  já não os consegue ver;
Culpa do barrigão outonal.
Na mão uma tesourinha: que inutilidade!
Na sala de parto,
Um grande foco de luz
Como aquele do dançarino – tam, tam, tam ,tam!
Inesperadamente, o som de um  radinho no canto da sala;
Djavan, em sua sabedoria, determina:  “…o amor é um grande laço”.
AMOR, LAÇO – palavras que dizem muito;
Sentimentos escassos.
Ouve-se o manejar dos metais;
Talvez o bisturi!
Inacreditavelmente, o choro.
Choro forte, como frágil o serzinho que o produzia.
Tempos de esperança e temperança,
Que passam depressa.
Num sobressalto, a vida gira o relógio das emoções;
Vêem-se lindas rosas:  brancas, amarelas, vermelhas…
Ouve-se a terra jogada na madeira…  barulho único, inexplicável,
Absolutamente singular e inesquecível.
As  Lágrimas escorrem, molham o chão.
Adubam a semente da flor de pai.
O tempo não pára!
O contexto mostra-se invivível.
Os fleches do passado a olham punemente;
O dedo da culpa aponta, sem piedade.
Ela acredita que entendeu.
Um, dois, três, quatro, sete,dez;
Só mais um.
Outro gole d’água.
O vapor do chuveiro nubla o espelho como a anunciar uma grande tempestade.
Mãos que seguram pequenos granizos brancos, cor-de-rosa, bicolores…
Até parecem brinquedos de brincar;
Pequenas e cintilantes bolas de gude.
Produz uma estranha magia o brinquedo de brincar;
Faz o tempo parar!
Paralisa a voz.
As mãos não param de tremer.
Mas, por quê?
As pernas faltam;
Não há  sintonia na fisiologia.
Uma, duas, três. Incontáveis gotas caem do tubo de soro;
Gotas de água que drenam a pia do banheiro.
Resta regurgitar, verbo intransitivo.
Cazuza tinha razão:
O tempo não pára.
A chuva anuncia seus últimos pingos d’água.
As folhas dançam a dança dos orvalhos.
O homem de jaleco branco bate o martelo.
Corre solta e confusa a  imaginação.
De novo, o grande foco de luz.
Um verdadeiro caleidoscópio.
Cores e mais cores…. e um lindo sapato vermelho numa prateleira de loja.
Compra pra mim….
Uma, duas, três vezes… Não acha que já chega?
Exorta a voz trêmula que lhe segura a mão.
As lembranças vão e vêm.
No palco de um estranho teatro, alguém diz:
“Mãe, a dor dói”. Sim, mãe, a dor dói.
Apagam-se as luzes,
O silêncio se faz respeitar.
Aos poucos, a consciência.
Pijama de coraçõezinhos pintados.
Enfim, esmaecem as lembranças amareladas;
O espelho se quebrou.
Acabaram-se as brincadeiras de esconder.
Claros se fazem os sulcos na testa e até o bigode chinês.
Uma pintura do perfeito pintor.
Tinta cor de vida.
Tum, tum, tum, Tum!
Barulho de passos determinados.
Conscientemente distraída,  ela dirige rumo ao trabalho.
No rádio, a emissora da Assembléia anuncia meia hora de pagodes e sambas
“…e o meu medo maior é o espelho se quebrar;
E o meu medo maior é o espelho se quebrar…”.
Ah, João Nogueira!

(por Rosânia Bastos)